PAPO CABEÇA

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

MÚSICA BOA E MÚSICA RUIM....VISÃO CRÍTICA DO ARTÍSTA!!



                                                         Amazan (Cantor e Compositor)





Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim



Eu não quero criticar a opção de ninguém

Mais tem música que não tem condições de se escultar

É um mandando chupar e o outro dizendo senta

Que o sabor é de menta

Essa galera não brinca, e o negocio do enfica quem danado é que aguenta



Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim



Música hoje é bagaceira como é que vai ser bonita

Quem quer minha periquita, trepa trepa trepadeira

Vou meter minha mangueira, le pegar no pé do muro

Um negocio sem futuro que cabra bom não engole

Um bando de bunda mole dançando um tal de kuduro



Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim



Mais antes não era assim porque música boa tinha

As canções do pixinguinha, noel rosa e tom jombin

Chico rolando boldrin cada letra era um poema

O samba de iracema, bailão da mulher rendeira

Aquarela brasileia e garota de ipanema



Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim



Música hoje é tarrachina um tal de tarrachaqui

Um tal de tarrachali deu tapinha na bundinha

Alizando a cabecinha dizendo arrocha negão

A dona do pacotão, mostrando pro povo ver

É um tal de vamos beber e a mulher não deixa não



Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim


Não tou generalizando porque eu sou consciênte

Sei que tem gente descente em muita banda dançando

Mais também está sobrando fuleragem e desmantelo

Tem banda fazendo apelo com uns cabras desbloqueados

E quatro damas de lado só sacudindo o cabelo


Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim


Antigamente se ouvia o som de luiz gonzaga,

O saldozo evaldo braga, marinês e compania

A lua que contagia a nossa casa amarela

Do nordeste a aquarela composição de rosil

Targino e roberto gil esperando na janela


Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim


Agora virou piada é agarra no meu peitinho

Quem comeu o coelhinho deu lapada na rachada

A dançarina pelada e o povo achando bonito, outra dizendo que é quito capital do equador

E dizem que nunca botou continua sempre quito


Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim


Tem o tchu e tem o tchá que não é mais um segredo, neymar levantou o dedo mecheu pra lá e pra cá

Um tal de tchá tchá tchá que eu não sei pra onde vai

Tem outra que o peito sai, tudo do mesmo modelo

E tá nascendo um cabelo na cabeça do meu pai


Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

Só gosto de música boa, não gosto de música ruim


Tem ai um lek lek, lek lek que eu duvido que não dê dor de ouvido

Em boneco de maquete

Outro diz e repete sua mãe pegou papai

E da internet não sai um video que tem mostrando

Um coreano dançando e dizendo oppa gangnam style


Ehh sexy lady, oh, oh


Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

A música que eu acho boa você pode achar ruim

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim

E a que você acha boa talvez eu ache ruim

obs: Essa foi uma síntese do artísta sobre o olhar crítico atual.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

AMIZADE VERDADEIRA..............

         
Ainda há quem acredite, que eles eram inimigos.

              Através de uma música que estou a escutar nesse momento, veio a lembrança de algumas amizades antigas de minha adolescência, de certo que, teve umas saudáveis, e outras diga-mos, mais frágeis. Passaram muita gente no decorrer dos anos, algumas marcantes, engraçadas, agitadas, fora as resenhas, cada qual com sua beleza ou não, o importânte disso tudo é, que foram muito bem vividas, sem remorços ou arrependimentos.
          Sabe-se que, existem aquelas pessoas que você pensa: -"É amiga"- mas que no fundo é teu inimigo, também tem aquelas que, faz parte de sua vida, e só com o tempo você percebe, há um interesse maior do que qualquer outra coisa, além do stato's, em seu achismo pensa que é interessante ou relevante pra sua vida.
           Embora, seja contraditório, colégas recentes na maioria das vezes que chegam em nossas vidas, podem exercer uma atividade até mais intensa e verdadeira, do que amizades antigas que possa existir, ou seja: -Em determinadas situações, de onde menos se espera uma força, aí é onde acontece - Não estou me referindo, aquela amizade de ajuda, solidária apenas, e sim, daquela verdadeira que está em todos os momentos de nossas vidas, compartilhando a vida em si-. Mas relacionamento nunca foi uma coisa simples de se explicar, ou executar uma receita infalível de conservar ou fazer, esse é um dos paradígmas que movem os especialistas em todas as épocas.
          O mais interessante nesse processo todo é, ter a capacidade de se relacionar com as pessoas, e aceitar as diferenças de cada uma com maturidade e serenidade, respeitando os limites particulares e individuais.
          Hoje, a maioria da minha época infanto/juvenil está casada, outros partiram para eternidade, a vida continua, e nesse ciclo vem novas etapas e pessoas, que compõem uma nova lista de renovação, diria se transformando, como na química tudo se transforma assim é a nossa vida, estamos em constante modificações.
          Com um olhar mais atento e maduro sobre alguns acontecimentos no passado, brota um "riso" de canto de boca, de algumas situações que outrora stressaram-me, hoje percebo, quanta bobagem foi dita e realizada, algumas válidas outras nem tanto, mas serviu de experiência, para que no presente não se repita.
          Uma amizade verdadeira sempre quer o bem, não inveja, se alegra com a vitória do outro, e compartilha de todos os momentos mesmo estando longe, também é sofrimento quando o mal acontece, é viver emanados nesse sentimento tão forte e nobre.
          Se tem um sentimento tão grandioso quanto o Amor esse seria a Amizade.
          Chega de hipocrisia!!  Preserve uma amizade               verdadeira!!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

APÓS 125 ANOS AINDA CONTINUAMOS ESCRAVOS....



          Parece até irônia dizer, após 125 anos da dita abolição, ainda sim, continuamos escravos, isso mesmo, desse sistema maldito, criado para rejeitar e excluir os menos favorecidos, uma velha engrenagem maldita, que vem funcionando ao longo dos séculos, herânça diabólica daqueles que se diziam praticantes dos direitos, contrutores dos mais engenhosos equipamentos de torturas humanas.
          Pensando bem, não temos nada pra comemorar ou nos alegrar, temos sim, que refletir sobre as lutas de nossos antepassados, e conseguir enchergar no agora uma nova visão, com melhorias para uma geração futura, que não precisa ser dominada nem explorada.
          O dia de hoje 13 de Maio, exatamente 125 anos da farça abolucionista, se reflete nos dias de hoje, Negros que se odeiam, e não se respeitam, ainda há aqueles  que não se reconhecem como tal, outros que fingem que tudo está as mil maravilhas, como disse o poeta na música: A favela é a nova senzala, e para mudar isso tem que ser com muita luta pela conquista da educação, a única arma que o Negro pode alcançar e diferenciar-se dos outros.
          As oportunidades estão ai, mas não é pra todos, criaram separatismos até pra isso, hoje a maioria que superlotam as penitenciárias e os guetos urbanos são os descendentes afros-brasileiros, miseráveis não por opção e sim por obrigação, por falta de uma política séria e mais humana, aliás que disse que os políticos tem sensibilidade humana?
          Como diz a música do reggaeman EDSON GOMES, somos filhos dos escravos, e não temos vergonha de assumir, e estamos afins, de arrancar essa máscara, revelando a história de um povo roubado e adulterado e negado a ser feliz, um povo castrado lesionado e negado a ser feliz. Jamais esqueçamos os gritos ecoados de horrores de nossos ancestrais, as chipatadas nas costas e os rastros de sangue derramados daqueles que sofreram para que nós, nessa atualidade, tivessemos essa  liberdade que vivemos em nosso dia a dia, e em nossa inconsciência deixamos passar e apagar o que antes foi vivido.
          O nosso Blog não está em festa e nem compartilha da idéia da comemoração desse data 13 de Maio, que em nada nos acrescenta, a farça ainda continua, e não podemos jamais admitir algo que foge dos nossos princípios da real LIBERTADE!!

QUE JAH ESTEJA CONVOSCO!!

terça-feira, 7 de maio de 2013

AS ORIGENS DOS IRMÃOS REGGAE E ROCK' N ROLL




          A Música Negra pai de dois filhos: Rock'n Roll e Reggae, ambos fruto do amor da negritude, embora, alguns não reconheçam ou não conhecem propriamente dito a verdadeira história. Oriundo dos guetos pobres de periferia negra, nasceu da necessidade de estravasar as enérgias em forma de música e dança, e nisso também passou a ser exercida uma atitude própria em seus seguidores, nos meados dos anos 20 nasce um jovem que mudaria o percusso dessa história, na cidade de Saint Louis, 18 de Outubro de 1926 nos EUA, Chares Edward Anderson Berry ou (Chuck Barry), esse cara é conhecido como o precursor do Rock'n Roll, com sua criatividade criou um estilo próprio de tocar e cantar suas canções em um rítmo diferente e inovador, até mesmo o jeito de dançar tocando sua guitarra é totalmente original, até hoje quando alguém toca um de seus clássicos: Johnny B. Goode ninguém consegue ficar parado.
          Irmão mais novo do Rock'n Roll, nasceu também de origem pobre, nos guetos jamaicanos, sua origem vem dos antigos batuques afrodescendentes assim como seu irmão mais velho o Rock, nasce com uma energia e vibração diferente, mas com o mesmo objetivo e anseio, revolucionar a música mundial, e colocar as pessoas para pensar mais uma nas outras. Nasceu com inicialmente com o nome de Rock Steady, quando o um tal de Derrick Morgan colocou uma batida diferente na música, mas o rítmo foi criado por Steve Barrow, então só depois um produtor chamado Bunny mudou a batida em um órgão e a guitarra base, dando origem a essa batida inovadora e cadenciada chamada mais tarde de Reggae.  O maior divulgador foi Robert Nesta Marley (Bob Marley), embora o reggae ja existia mas não tinha um artísta de expressão internacional, e ele foi responsável pela divulgação internacional do Reggae Music, tornando-se um dos maiores íncones do gênero, assim como foi Elvis Presley com o Rock.
          Ainda assim, mesmo com toda essa hístória, existem pessoas que confundem suas origens e distorcem o seu real sentido, Rock'n Roll e Reggae são músicas Negras criadas por Negros em guetos e vielas miseráveis, que o sistema repudiava e discriminavam, quando os garotos da época saiam de suas casas para curtirem
esse som, voltavam transformados, estava nascendo ali, uma nova ideologia de vida, que passava a identificar-se com a juventude da época, e nesse presuposto, nasce uma geração embalada pelos acordes estonteantes desses gêneros que se tornou referência para todo o mundo.
          No Brasil não foi diferente, embora, tenha sido absorvido logo de primeira pela burguesia da época, até porque os pobres não poderiam comprar as roupas de couro e as lambretas que representavam a atualidade, o Rock tinha se transformado em produto de venda de alta qualidade, assim também se tornou com o Reggae, começou pobre e passou a ser consumido pela burguesia também.
          Não há nada de errada em todas as classes sociais curtirem os produtos o som, o que não me deixa chateado é ver a exploração de alguns produtores ou empresas com esses gêneros, fazendo da vida uma festa pra lucrar o ano inteiro. E no fundo não fazem nada pelo Reggae nem pelo Rock.
         

sexta-feira, 3 de maio de 2013

SEU VISUAL E SEU ESTILO....

                  

          Ao longo dos anos, volta e meia esse assunto sempre volta à tona,  para alguns é sinônimo de marginalidade e outros é filosofia de vida, estou falando do VISUAL ou ESTILO; - De preferência na maneira de vestir-. Esse assunto ja virou até tese de faculdade, e continua dando pano pra manga.  Particularmente vejo, como uma forma de expressão, transparecendo aquilo que a pessoa gostaria de dizer, e na realidade tem uma pitada da personalidade de cada um, explicita na reflexão, que a maneira de se vestir pode aparentar. Embora, isso seja uma polêmica contraditória, que nem sempre é isso que realmente acontece, referente aos "Lobos vestidos em pele de cordeiro", daí vem o velho ditado: (Nem tudo que parece as vezes é!)
          Quem de nós não conhece, alguém que gosta de um visual ou de um estilo que não condiz com sua personalidade ou com a maneira filosoficamente falando, de vida desse indivíduo? É justamente aí onde mora o perigo! Pessoas pagando uma de mocinho e sendo um bandido ou vice-versa! Além de existirem aqueles que, usam acessórios e não buscam saber os seus significados simbólicos, e aderem apenas por "achar" bonitinho. Estamos cansados de ver na TV, casos de morte causado por gang's, em ataques a cidadão, por pensar que o indivíduo está usando determinado visual, pertencer a um outro grupo rival, isso é uma constante, muitos jovens ja perdenram suas vidas por causa desse detalhe que pode mudar o rumo de sua história.
          Você pode até pensar que, estamos falando de algo banal, mas na verdade uma compra de um simples boné, cap, camiseta, anel, um corte de cabelo, ou qualquer outro tipo de acessório, você poderá ser julgado por isso, tanto no aspecto positivo como negativo. Já sofri discriminação dentro e fora de minha família, até mesmo alguns considerados "amigos" apunhalava-me pelas costas, com o tempo, a experiência, e o amadurecimentos fez com que, minhas atitudes e personalidade perceverassem, e hoje, essas mesmas pessoas que ontrem julgava-me maldito, perceberam o erro cometido, e descobriram que de nada pertenço: ao mal ou vícios que o sistema tem a oferecer.
          Há uma preocupação justamente por parte de quem produz uma movimentação de consciência cultural. Com pessoas  que fazem parte de determinada tribo, gang, grupo, torcida organizada, movimento, galera em fim, que tomem uma dose de respeito e tolerância para aceitar as diferênças como elas são. Veja o exemplo das torcidas de futebol, vem acumulando problemas com a lei, as gang's dos neo-nazistas e tantos outros grupos, que citar todos não caberiam na matéria.
          Entretando, sabe-se que, em todo lugar, sempre vai existir divergências assim como as convergências, isso é óbvio, mas nem por isso, devemos julgar uma pessoa pela aparência, e sim pelo conteúdo de sua personalidade, apesar que, nos últimos tempos, está muito mais difícil saber quem é do bem ou do mal nesse circo de diversidades.
          Nosso Blog deixa essa reflaxão em forma de matéria, para dispertar em cada um de vocês leitores, um ALERTA! fiquem ligados nesses toques, as vezes pensamos que não vai dar em nada, e ao dobrarmos a nossa esquina somos confundidos muitas vezes com quem não devemos. Portanto, sejas verdadeiros em vossas atitudes e fiel a sua personalidade própria, e não faça de sua vida uma cópia pirateada de um outro alguém, seja você mesmo! Valorize-se!
          Dedico a todos aqueles que vivem de maneira verdadeiras os seus princípios.

JAH  seja convosco!!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

ARTISTA REVELAÇÃO ALAGOANO DE 2013


                                                    


João Daniel Maia


Biografia

Quando ouvia alguém dizer que um artista completou tantos anos de carreira eu ficava sem entender a partir de quando se começa a contar para começar a chamar alguma atividade de carreira. Parei, refleti, acho que posso chamar de carreira o tempo que venho buscando alguma coisa. Atuar com música sempre foi um desejo, desde a minha infância. A partir dos 12 eu já tinha um violão comigo, e todo mundo da minha rua no bairro do Feitosa sabia tocar. Sim, sou alagoano, de Maceió.

Voltando. Como eu não queria ficar de fora, sempre carregava comigo um tonante por onde quer que fosse.

Com uns 15 anos eu já era um menino danado nessa coisa de música. Buscava nos sites de cifras músicas do KLB, Jota Quest, Calcinha Preta, Limão com mel, Soweto entre outras coisas. Legião Urbana era de praxe, Djavan já sinalizava sua presença nas minhas tentativas de tocar Sina e Flor de lis. Em casa meu pai me apresentava os primeiros toques de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, muito forró.

Com essa mesma idade, eu me convidei a fazer parte do coral da Igreja Nossa Senhora de Fátima, no bairro do Feitosa. Enquanto moleque eu me vi com a responsabilidade de fazer o violão em várias missas, que seriam transmitidas na rádio comunitária do bairro.

Passado um ano, lembro-me bem, sai do coral, tentei cantar ao vivo na rádio, mas o negócio não foi tão bom. Eu me desanimei, passou mais um ano, já estava com 17. E foi no segundo do ensino médio do colégio Marista de Maceió que eu comecei a levar o violão e fazer os primeiros shows nos intervalos das aulas. O repertório já tinha mudando, já estava na onda de Cássia Eller, Nando Reis, Milton Nascimento, Beto Guedes, Alceu Valença, Zé Ramalho. Esse contato foi facilitado pela minha aproximação com trabalhos em rádio como locutor de um programa de Pop Rock e MPB.

No terceiro do ensino médio, o negócio começou a ferver mais ainda. Tudo era festa e eu comecei a levar o violão mais ainda para o colégio. 2005 acabou. Totalmente sem pretensões de fazer música, fui ao encontro do jornalismo, não passei na UFAL e em 2006 entrei no cursinho IBC onde conheci Jackson Maciel e Raoni Cavalcanti que me incentivaram e juntos formamos uma banda de reggae no qual eu assumi o vocal. Somaram-se a banda Lucas Dread e Cristiano Monteiro. Na metade do ano já estava cursando jornalismo no Cesmac.

Entre vários ensaios aos domingos de manhã, tive que começar a pensar rápido para tirar músicas que eu não era nem um pouco acostumado a tocar. Com uns seis meses a Banda Meditação tocou, teve suas experiências, e em menos de seis meses a Meditação acabou. Passado menos de três meses do rompimento, já em março de 2007, me juntei com mais dois amigos, João Paulo e Álvaro Motta, e formamos a Banda Resistência. A partir daí, não paramos mais. Os ensaios eram aos finais de semana, a proposta era levar música própria ao público. Comecei a compor mais intensamente. Fizemos shows importantes no cenário do reggae local. Olhamos para cada integrante nos demos conta que éramos a primeira formação, a Meditação.

Um divisor de águas na minha trajetória foi a classificação da música Negro de minha autoria no XII Festival de Música Alagoana do Sesc (Femusesc), em 2010. A Banda Resistência aprendeu a tocar no metrônomo para atuar no palco junto com a Orquestra de Tambores de Alagoas. O negócio deu certo e eu aprendi que eu posso fazer muito mais.

Em 2011, a banda Resistência deu uma pausa nas apresentações e a partir daí surgiu a ideia de dar continuidade a produções que não eram necessariamente reggae. Passei a tomar as primeiras lições de guitarra com o músico e produtor Ricardo Lopes. Após várias aulas chegamos à conclusão que poderíamos gravar um disco para registrar as minhas canções.

Já em 2012, a Banda Resistência voltou renovada, sedenta por palcos e decidimos registrar as músicas que estávamos tocando desde o início. Nesse mesmo ano me mudei para Juiz de Fora/MG para uma especialização em TV e Cinema. Aqui iniciei a gravação de algumas músicas.

Em Maceió, as gravações do meu projeto solo e da banda estão em andamento. Esse ano (2013), durante uma pausa das sessões de gravação da Resistência, no estúdio do Xameguinho, tive a satisfação de gravar a nossa segunda parceria: a música O bairro do Reginaldo. Essa gravação também marca a minha parceria Fran Oliveira, Guga Max e Márcio Costa. A primeira parceria com o Xameguinho foi um xote denominado Abra os Braços.

Agradeço a todos que leram até o final. Tantas palavras para dizer que sou um artista que tem apenas duas músicas próprias gravadas do meu projeto solo. Essas duas músicas me realizam e me fazem produzir mais. Elas me lembram de que há tantas a saírem do forno, fruto de pensamentos, de uma carreira com turnês no colégio, nos estúdios, palcos, quarto da casa, qualquer lugar.


Como todo bom compositor, também envereda por diversos gêneros musicais, como um forró-xote (O bairro do Reginaldo) de sua autoria, que vem sendo cantado nos quatro cantos do Estado de Alagoas, uma singela homenagem aos forrozeiros e suas raízes.

Nosso Blog tem o orgulho, no melhor sentido da palavra, e exaltar o artísta revelação de Alagoas! Que com muita humildade, talento e muita criatividade vem se destacando no cenário musical alagoano, que logo vai conquistar o Brasil e o mundo.



Parabéns DANIEL MAIA!

Que JAH esteja sempre convosco e ilumine sua carreira.




OBS: Acessem o Link: http://www.youtube.com/watch?y=BgC1/2Q24JA
























quarta-feira, 24 de abril de 2013

EXERCITAMOS, EM ALAGOAS, UMA DEMOCRACIA CAPENGA!



Todo mundo fala em liberdade com a convicção da palavra intima, próxima, mas quando o convite nos chega para levantar essa bandeira-coletiva  em praça pública a pergunta é inevitável: Haverá lanche, transporte, ajuda de custo?
De tanto acostumar com benesses do transporte, lanchinho e afagos no ego para levar o povo às ruas ou às manifestações “populares” o SISTEMA nos aprisionou a geracional cultura do coronelismo alagoano.
Nossa cidadania tem um preço?
Estamos nos refestelando cada vez mais em nossa poltrona do comodismo com a velha desculpa do: Ah! Isso não vai dá em nada mesmo.
Marco Feliciano e tantos outros políticos que nos cerceiam os direitos de ir e vir são produtos genuinamente nosso, ou Made in Brazil.
Produto legitimo desse nosso  inexplicável imobilismo popular.
Exercitamos, em Alagoas, uma democracia capenga. Somos abduzidos pelo que nos seduz ou quem sabe a festa pela festa. Chova ou faça sol.
Tornamos-nos passivos com a política do pão e circo.
Fragmentamos-nos em uma complexa torre de Babel. Podemos até falar línguas diferentes, mas, deveríamos ter  um ideal comum, não é mesmo?
Juntar lutas? Nem pensar!
Estamos isolados dentro de lutas desiguais.
Em  Alagoas ouvimos muitos e tantos os silêncios , seja das muitas organizações do movimento negro, seja das muitas organizações dos movimentos das mulheres, estudantes, seja dos muitos e diversos sindicatos, seja das diversas entidades.
Feliciano mais do que o representante de uma comissão “menor! é  um fundamentalista que carrega o  projeto bem engendrado de um partido conservador que busca impor um código-língua como a única forma de comunicação. É o estado inquisidor, ditador, com recursos e benesses para um determinado território em detrimento ao outro.
 Feliciano está dentro do princípio da democracia, seu poder não é divino, foi dado por seus eleitores. Cabe aos demais parlamentares deter este cara- como bem o disse a militante negra do Distrito Federal, Luiza Junior.
A intolerância institucionalizada acende fogueiras, segrega, sequestra possibilidades e oportunidades.
Estabelecer o respeito entre iguais é dever do estado, mas se o estado põe mordaça é hora do povo que vota e acredita que pode ir além ocupar as ruas.
Dia  05 de maio em Alagoas é dia de celebrar o respeito às diferenças.
Tod@s!

Fonte: Blog Raízes de Áfricas: Arisia Barros